28/03/2010

Se me dissesem que eu podia ser amigo de qualquer personagem animada ou ficcional, certemente escolheria uma destas três personagens: Eric Cartman(South park), Roger Smith(American Dad) ou Ron Stoppable(Kim Possible).
Não sei porquê mas sempre me imaginei a fazer parte daqueles planos que o Cartman faz para ganhar os seus 10 milhões de dolares, enquanto chama "f*cking jew" ao Kyle, ele sim é o senhor do mal.
Sempre desejei poder ser o wing men do Roger enquanto este executa os seus planos perfeitos que acabam inevitavelmente com Stan Smith preso ou em sérios problemas com a CIA.
E o Ron, esse não tem preocupações nenhumas, faz o que quer quando quer e namora com uma heroina(não é a droga!)
Todos estes fazem o que querem, quando querem, como querem...e a verdade é que na vida real nós não temos nenhuma destas três coisas...olhem para mim, pareço um bloquista a falar!!
Bem, vou beber uma mini ao Sr José, alguem quer?

HCP

25/03/2010

Estimulante do Sistema Nervoso Central

A minha resposta ao post do JG vem, igualmente, na forma de um vídeo. O tema chama-se "Cocaine", e o seu autor é conhecido por JJ Cale. A cover pertence ao Eric Clapton. Deve atentar-se ao facto desta ser a derradeira batalha entre Uppers e Downers. Musicalmente falando, como é óbvio.



Post-Scriptum: Afastem-se das drogas, miúdos!

JP

Intimissimi

Intimissimi, o meu muito obrigado!!


DP

Vende-se T-shirts!!!!

O preço varia com a pessoa é claro.
(sim, estes quatro são os Coronas)
JG

23/03/2010

É o crescendo (da guitarra e da voz)

que me faz gostar tanto desta (Heroin) em especial. É ouvir o Lou Reed a cantar: "When I'm rushing on my run/ And I feel just like Jesus' son", e a acompanha-lo muito alto com as mãos ao volante, que faz com a pequena viagem se torne só nossa.




JG

22/03/2010

Homem

Uma vez disse que para um homem se sentir completo teria de fazer um certo numero de coisas: ouvir a dicografia do Sinatra, ver a filmografia do Woody Allen, ler "O velho que lia romances de amor" do Luis Sepulveda, ver um jogo de futebol ao vivo, cortar a barba, votar numas eleições, usar um bom relógio, comer um bom bife, estar com uma pessoa, estar apaixonado, insultar uma pessoa, andar de barco, pescar um peixe, tomar banho no mar de inverno e ver um quadro do Van Gogh ao vivo.
Nem todos estes acontecimentos tem o mesmo valor, são incomparaveis,mas agora que penso nisso muito poucas pessoas são completas segundo estes critérios.

um corona

21/03/2010

Delacroix


Juntar pintura e futebol, que alegria a minha!!, este quadro expressa bem a situação do meu Futebol Clube Porto(sempre por extenso).
HCP



20/03/2010

Boombox

O poder de uma Boombox nunca teria sido tão abundantemente explicitado se os Lonely Island não lhe tivessem prestado uma homage no seu álbum Incredibad. Todos nós já estamos fartos de conhecer o poder do Amor, da Amizade e do Perdão, mas raramente nos questionamos sobre o grande catalisador destas emoções. A resposta é nos dada pelo Andy Samberg, com a preciosa ajuda do Julian Casablancas, aqui:



Post-Scriptum: Será um cometa? Um avião? Não...é o Bartman!

JP

19/03/2010

Portugal, Road To Nowhere

Este é um post diferente do costume, é o primeiro e último post político deste blog, mas ao ver as notícias não consegui ficar indiferente ao que se passou na Assembleia da República.


Depois de ter visto e ouvido o secretário de Estado da Educação João Torcato da Mata a não usar a chamada "forma regimental" para se dirigir ao plenário, (será que é muito complicado dizer "Sr. Presidente, Srs. Deputados"), e de ter visto o Sr. José Lello a queixar-se de repórteres fotográficos que captavam imagens dos écrans dos computadores dos deputados, violando assim a sua "privacidade" (com medo certamente de serem apanhados a jogar Tetris) e depois de ter assistido à atitude que teve a bancada parlamentar socialista em que começaram a fechar violentamente os computadores (pareciam autênticos putos) enquanto Jaime Gama respondia a uma interpelação do deputado socialista fiquei a pensar..... o nosso país neste momento está numa "Road To Nowhere".







DP

Entrevistas

Esta entrevista, a quando da promoção do filme "I love you Man", é seguramente das mais alucinantes que alguma vez vi.
Não sei se o Jason Segel estava alterado (desconfio!), mas isto é brilhante e parece-me a mim uma excelente ferramenta de promoção...




HP

18/03/2010

Prémio MasterBlog



Depois da grande festa que houve ontem à noite para comemorar este prémio, agora já recuperados, queremos agradecer ao blog Ai Rapariga esta honrosa distinção.

Aproveito também este post, para dizer que temos recebido alguns e-mails a perguntar quem é que somos, quantos somos, o que é que fazemos da vida, o que é isso dos Coronas quem é que é o mais sexy, bonito etc... Muito em breve iremos responder a todas essas perguntas e a muito mais, o blog irá também aparecer de cara lavada.

A querer chamar o Verão,

o mesmo tipo que um dia cantou que Lou Reed queria ser preto, apresenta-nos estes cromos da bola. Uma forma de apoiar outros, sejam eles quais forem...




JG

16/03/2010

O Dude


Jeff Bridges pode ter orgulho no seu percurso, agora coroado com um Oscar bem merecido. Ao longo de 40 anos este actor tem demonstrado uma enorme capacidade de se reinventar, encarnando personagens que ficarão, sem dúvida, para a História do Cinema.

Sem ser um actor muito exuberante, Bridges traz sempre algo de cool aos papeis que representa. Quem o vê no filme de culto "O Grande Lebowski" não fica indiferente à sua groove, ao seu ócio californiano que nos inspira (nem que seja momentaneamente) a demitirmo-nos do nosso emprego e a mudarmo-nos para uma cabana junto à praia. Para além da película dos irmãos Coen, Bridges realizou um bom trabalho em filmes como "O Rei Pescador" e "K-Pax". À parte o sucesso, não posso deixar de sublinhar que a sua carreira nem sempre esteve nos píncaros (algo que é normal numa carreira tão longa), caindo por vezes no esquecimento, pelo menos no que me diz respeito. Contudo, todos os grandes actores têm direito a um comeback. O de Jeff Bridges deu-se em 2008 quando participou no bem sucedido "Iron Man". Este filme teve, aliás, o duplo mérito de juntar Bridges e Downey Jr. no ecrã, reavivando o estrelato de ambos. Desde então, Downey Jr. tem sido convidado para entrar em grandes produções e Bridges viu o seu talento confirmado ao participar em "Crazy Heart".

Deste último filme apenas vi algumas fotos e o trailer, o que é suficiente para as minhas expectativas serem altas. Pois somente pela forma como o actor, que encarna um músico, pega na guitarra podemos perceber se o filme é bom ou mau. Neste capítulo, Jeff Bridges parece-me ser um natural born country singer.

JP

Quadros




HCP

14/03/2010

SMS e Messenger

O que vão ler de seguida é uma adaptação de um texto da Inês Pedrosa que li na Revista Única. Um texto muito bem escrito em que para variar, a autora tem toda a razão. Decidi fazer esta adaptação e falar deste tema, porque é sobre uma matéria em que vale a pena fazer uma reflexão séria (as SMS e o Messenger). Sei que é um bocado longo mas vale a pena ler até ao final.

Esquece essa gaja. É uma Sócrates dos afectos: nunca tem tempo, nunca é nada com ela, nunca sabe de nada, nunca fez nada, nunca disse nada.

Esta frase, dita numa mesa de café, recordou-me uma teoria segundo a qual tudo é politica - em paticular o que menos parece sê-lo. O mesmo é dizer que tudo é moral, porque a politica é a organização social dos valores que alicerçam uma sociedade. E tudo é economia como dizia Marx, porque há exploradores, explorados, lucros e prejuizos injustamente distribuidos em todos os sectores das relações humanas. O problema de tudo ser tudo, é que ao fim do dia, tudo é nada. As palavras dissolvem-se nos silêncios dos ecrãs - sem o grão da voz, sem o compromisso do rosto, sem a disponibilidade da presença. Por alguma razão, os telemóveis com transmissão de imagem tiveram tão pouco sucesso, ao contrário das mensagens escritas. SMS: Short Message Service. Uma pessoa está no sitio A com a pessoa B, mas por SMS pode dizer que está no sitio C, sozinha. O tom da voz pode denunciar a mentira, a SMS não denuncia nada, nem compromete ninguém.


Nas escolas secundárias, os adolescentes namoram por SMS ou pelo Messenger. Do principio ao fim do namoro, mal se vêem. Eles não vão procura-las nos intervalos das aulas para não fazerem figura de parvos diante dos amigos dele e para não serem troçados pelas amigas dela. Elas idem, pelas mesmas razões e ainda uma suplementar, rançorosa de tão velha: não querem parecer oferecidas. O femenismo já fez o seu caminho. Quando percebeu que os homens não gostam de mulheres com iniciativa, o feminismo meteu a viola no saco, mal a meu ver, e voltou para casa passando apenas a falar, no tom manso e vegetal que se diz apreciar no sexo femenino, de desigualdade salarial - da janela para a rua, em palavras bem maquilhadas e engraçadas, enquanto estende a roupa do marido e dos filhos.

É tudo por SMS ou pelo Messenger: o pedido de namoro, a aceitação, as conversas. Curto rápido e eficiente. Sem problemas de saúde, para alivio dos pais. Nem a gripe A nem a gripe das aves, nem a sida, nem a gravidez.
Estamos a assistir à criação de uma geração que tamborila o amor ao de leve nas teclas dos telemóveis e dos computadores, pianos sem som nem alma nem cordas, apavoradas com os sentimentos, os compromissos a decepção e o sofrimento, uma geração de solitários que foge ao calor do abraço e procura as palmas da multidão, que prefere ficar em casa a olhar para o próprio umbigo em vez de se aventurar e apanhar um enxerto de porrada desta coisa que se chama vida.

Como dizia Henrique Raposo "estamos a criar uma geração de mariquinhas. Os nossos miúdos estão a crescer numa redoma pós-moderninha, longe das coisas mais simples....Estamos a criar mariquinhas faraónicos, cara leitora. Mariquinhas que não sabem como é bom sacar um beijo à chuva".

DP



11/03/2010

Qual o mal

de sair da faculdade às 8 da noite, se no caminho para casa o que nos acompanha é isto:
Sras. e Srs. Henry Butler



JG

MONSTRA


Começa hoje mais uma edição do Monstra- Festival de Animação de Lisboa.
Caso andem por Lisboa sem nada para fazer, vale a pena uma ida até ao cinema São Jorge, ficam desde já avisados que o Monstra este ano vai ter um cartaz com muita qualidade.
DP

08/03/2010

Reguengo do Alviela


Todos os anos a cena repete-se. Chegada a chuva, logo se inunda a aldeia de Reguengo do Alviela. O que leva, então, os seus habitantes a continuar a viver numa localidade que, num ano "simpático", fica com água até aos telhados das casas? A solução para este mistério é simples: o gentílico quer os seus 15 minutos de fama, sempre que chove. Façamos uma pequena reflexão. Reguengos do Alviela é isolado, tem uma população maioritariamente idosa e não é propriamente conhecido pela sua catedral gótica ou pela sua doçaria conventual. Dadas estas circunstâncias, a única oportunidade que os nativos têm de ser o centro das atenções está em esperar que as "monções" façam o seu trabalho. E até aqui tudo bem. Contudo, julgo que os Alvielanenses estão a subaproveitar as condições hídricas da sua terra. Está na hora de Reguengo do Alviela destronar Aveiro da sua posição de "Veneza Portuguesa". Chegado a este ponto entra em jogo o marketing, tomando forma num simples slogan:

Reguengo do Alviela, a verdadeira Veneza Portuguesa


JP


Quadros

Assim não me importava de viver debaixo da ponte!

Museus

“EXUBERÂNCIAS DA CAIXA PRETA a propósito d’ A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais de Charles Darwin”

O titulo da exposiçao é pouco ortodoxo!, mas vale a pena visitar o museu Soares do Reis, que é no Porto para quem não sabe, é uma "exposição" diferente, pelo menos daquelas que tenho visto ultimamente e tenho visto algumas...vida universitária!!


H

06/03/2010

OK GO

Esta banda de Chicago, conhecida pelos seus videoclips tornou-me a surpreender com o seu último trabalho. Após 50 tentativas e filmado sem cortes, montagens ou truques de pós produção.

Podem ver aqui o seu mais recente trabalho " This Too Shall Pass".



DP

03/03/2010

V.


Podemos caracterizar os escritores em duas categoria diferentes: os que escrevem acerca de uma parte da realidade e aqueles que ousam escrever sobre tudo - real, irrisório, possível e impossível. Thomas Pynchon encontra-se inserido nesta segunda categoria. No seu primeiro livro, V. (1963), o autor escreve sobre a história do século XX, convidando o leitor a embarcar numa viagem na busca de V. Esta misteriosa entidade está ligada aos mais importantes acontecimentos da primeira metade do século passado (e.g., as duas Guerras Mundiais) sendo a obsessão de Stencil, uma das personagens principais. Pelo meio Pynchon dá-nos a conhecer personagens peculiares - dispensados da Marinha, pseudo-artistas e um romântico cirurgião plástico -, interrompe o discurso para nos apresentar divertidas canções e descreve-nos situações que apenas brotam da mente de génios ou de consumidores de LSD*. No final do livro sobra uma questão essencial: "Quem é, afinal, V.?" A resposta está aberta a todas as interpretações. Se a intenção de Pynchon era levar os leitores a partilhar da mesma curiosidade pela identidade de V., devo admitir que o objectivo foi cumprido, pelo menos na parte que me toca.

* Dois atributos não mutuamente exclusivos.

JP