12/02/2011

Ao fim de 5 anos



Os Strokes estão de volta. Estão de volta aos discos, estão de volta ao som que os fez distintos. Alegrem-se os amantes do roque.

JP

07/02/2011

Hino ao meu Fim-de-Semana Passado

Sol, boa companhia, e excelentes notícias no que toca à gestão da minha Família, SA.
Que mais posso desejar? Talvez que a Natalie Portman venha a ganhar o atlético, musculoso e reluzente Oscar. O "Cisne Negro" sustenta-se no portentosa interpretação desta actriz. E, já que estamos em altura de formular desejos, que os Queens of the Stone Age venham actuar no Super Bock Super Rock este ano. Talvez esteja a pedir de mais. Bem, já não é mau quando temos na perspectiva mais um fim-de-semana idílico, na companhia dos Smith Westerns, entre outros ilustres.



JP

p.s.: Senhor assaltante de veículos motorizados, devolva-me o meu rádio por favor. Se amanhã o deixar no mesmo sítio onde hoje o meu carro estava apartado fico-lhe muito grato. Obrigado.

06/02/2011

18/01/2011

Ágape, Agonia

Depois de ter visto o "Somewhere" tive de fazer uma pausa no consumo de cinema. Os filmes de Sofia Coppola levam-me ao desespero, pois no meu íntimo acredito que ela me rouba os pensamentos melancólicos que vou tendo amiúde. Algures a sorte de Stephen Dorff, da escolha da banda sonora e da decisão em filmar no mítico Chateau Marmont, encontraram-se e, para nossa sorte, resultaram num filme magnífico.

O intervalo terminou. O "Never Let Me Go" está à espera.


JP

09/01/2011

Algures entre o fixe e o triste.

Começamos assim: vemos um homem sozinho no meio da estrada.
Há um hotel (há sempre um hotel, Sophia), cerveja e mulheres. e o Sol, aquele Sol.
Depois aparece a filha e entram os Strokes.


Esta música, aquele Sol, naquela piscina com o pai e a filha a brincar são certeiros.
Acabamos assim:



vemos um homem, sozinho no meio da estrada e isso faz todo o sentido.

e não, não vou falar do Lost in Translation..
JoãoG

31/12/2010

O Livro de 2010


A história da América na segunda metade do Século XX. Conspirações, guerras, lixo nuclear, máfia, o sonho americano, JFK, J. Edgar Hoover, Frank Sinatra, Marilyn Monroe, basebol. Uma conclusão que nos deixa a meio do caminho entre a esperança e o desespero: paz.

JP

Que imagem....

O ano está no fim. Amanhã o ano é o outro, não querendo dizer que a vida vai ser outra, ou que os propósito serão outros. Não. As ideias estão cá dentro na mesma, os objectivos continuam os mesmos. Logo, por altura das passas, os desejos, vão continuar os mesmos, os propósitos iguais aos de ontem, aquando das “passas” no cachimbo, em frente ao Mosteiro. Se para o ano, esta imagem se repetir, já me dou por contente. Que imagem! 3 rapazes, cheios de ideias e sonhos a fumar cachimbo, sentados nos bancos de jardim do parque, com o Mosteiro como pano de fundo. Podia ser o início ou o fim de um grande filme.


JoãoG

26/12/2010

Venha Outro

Fazendo uso do vernáculo de James Ellroy, este ano foi para mim uma "wild ride". Estou grato de puder ter ouvido grandes álbuns, ter visto presenciado ao vivo grandes concertos, ter lido grandes livros e de ter visto grandes filmes. Acima de tudo, agradeço o facto de ter tido a oportunidade de conhecer novas e interessantes pessoas e de ter aprofundado a amizade com muitas outras. Se em 2010 a palavra mais utilizada em todo o Mundo foi a malfadada austeridade, no meu caso em particular foi a palavra mudança que mais se apropria ao título de zeitgest anual. Mudança no estatuto social: de trabalhador-estudante, passei a simples trabalhador; Mudança no estatuto profissional: de trabalhador a tempo parcial, passei a trabalhador a tempo inteiro; Mudança no gosto musical: de Arcade Fire-céptico, passei a Arcade Fire-entusiasta. No auto rádio experimentei novos companheiros de viagem: Beach House, Deerhunter e Surfer Blood passaram a fazer parte do cardápio musical. No leitor de DVD aventurei-me na língua alemã: "O Laço Branco" e "A Vida dos Outros" passaram à categoria de filmes imperdíveis. Estas mudanças, ainda que poucas, são contra-balançadas pelas minhas preferências de sempre: Cormac McCarthy está de volta à minha mesa de cabeceira ("Belos Cavalos" foi recentemente republicado), não passo mais de dois dias sem ouvir uma música dos The Strokes, nem deixo de rever o "Annie Hall" e o "Manhattan" de Woody Allen. O que também não mudou foi a minha admiração pelo espírito crítico da blogosfera portuguesa, tendo ao longo deste ano visitado e revisitado blogues imensamente criativos: podem atestar isto mesmo na coluna à direita.

Bem, não interessa que filmes vos deixaram com uma lágrima no olho ou com um sorriso nos lábios, ao som de que músicas é que dançaram, ou que livros vos levaram numa viagem. O que interessa é que tenham feito exactamente todas estas coisas.

JP



20/12/2010

Blur 2011





Só para avisar que os Blur podem estar a agendar um regresso aos álbuns em 2011. Segundo declarações de uma fonte não identificada ao jornal The Sun, a banda já tem marcado estúdio para Janeiro e o disco poderá sair no final do próximo ano.

David P

14/12/2010

Boas Surpresas.




Uma das bandas que me surpreendeu este ano foram os Jenny & Johnny. Pude ver esta banda a actuar ao vivo na 1ª parte dos Vampire Weekend no Coliseu do Porto e fiquei verdadeiramente rendido a este grupo de Los Angeles.
David P

12/12/2010

Sobre a Exclusão

Não me poderia despedir de 2010 sem fazer uma breve menção a um pequeno e maravilhoso livro que descobri este ano. Falo acerca de "Sempre Vivemos no Castelo" de Shirley Jackson. Li-o numa viagem que me levou do Porto a Mina de S. Domingos (concelho de Mértola), e graças a ele compreendi algo mais sobre a exclusão.

Esta obra, editada em 1962, centra-se na vida de Mary Katherine "Merricat" Blackwood, uma jovem de 18 anos que vive numa pequena vila dos Estados Unidos juntamente com a sua irmã mais velha, Constance, e com o seu tio idoso, Julian - os únicos que sobreviveram ao trágico envenenamento da família Blackwood. Os primeiros parágrafos consistem numa apresentação, distante dos cânones e na primeira pessoa, de Merricat, uma jovem no mínimo peculiar. Acompanhamos Merricat numa das suas idas semanas à vila, e cedo nos apercebemos que a maioria dos habitantes da vila há muito tempo que excluiu os sobreviventes da família Blackwood daquilo que vagamente designamos de comunidade. Muitas questões despontam sobre as razões que levaram a esta ostracização, e é este mistério que funciona como fio condutor da narrativa. Para além da estória, contada de uma forma magistral por Jackson, é de sublinhar a componente moral desta obra escrita nos anos pós Segunda Guerra Mundial. A autora consegue sublimar para o papel o sentimento de hostilidade dirigido aos intelectuais, e aos judeus, que a própria sofreu aquando da sua mudança para o meio rural norte-americano (estado do Vermont).

Actualmente, em Portugal, talvez vivamos uma situação parecida, só que no nosso caso é a crescente desertificação do Interior que coloca quem ainda vive nas aldeias numa situação de exclusão. Entre o Porto e Mértola tive a oportunidade de ver desfilar diante dos meus olhos um país de contrastes. A paisagem ia-se modificando à medida que eu descia pelo Litoral do país, mas foi somente quando deixei a costa e fui para o Interior que me dei conta da disparidade entre estes dois mundos. Más estradas e infraestruturas públicas, baixa densidade populacional e uma insuficiente rede de apoio social, a par com o demarcado envelhecimento da população, fazem de muitas aldeias locais de solidão. O meu coração, neste Natal, está com todos aqueles que sobrevivem no abandono.

Christina's World de Andrew Wyeth


JP

11/12/2010

Nos dias que correm as massas é que mandam, a expressão da individualidade é algo complicado.
No outro dia disseram-me que a emergência das redes sociais em que pessoas publicam as suas músicas favoritas, falam sobre os seus filmes favoritos, dizem o que vai de mal no seu pais e fazem uma piadola sobre o resultado do seu clube de futebol é uma ferramenta para esta afirmação de personalidade e individualidade.
Eu, que percebo muito pouca coisa sobre muito pouca coisa, discordo, a expressão da nossa individualidade através de coisas que outras pessoas idealizaram, pensaram e fizeram parece-me estranha.
Estou sentado num café cheio de fumo em que a idade media dos seus clientes é de 61 anos, fala-se ao longe do estado das estradas e ve-se o jogo da bola num sabado descomplicado enquanto se bebe cerveja e vinho espirituoso..o estranho é que mesmo estando num sitio que não me diz nada..quer dizer estou aqui sozinho a fumar o meu cigarro e a beber algo que nao devia estar a beber..e mesmo assim nao há outro sitio onde preferia estar..

escrevi isto sem o mínimo cuidado com a acentuação..foi de preposito, é aquilo da expressao da individualidade..isso ou não quis tar com o trabalho!

06/12/2010

Um Ano à Coronas

O nosso blogue faz hoje um ano de vida. Foi um bom ano para Os Coronas. Da minha parte confesso que criar este blogue juntamente com os meus três melhores amigos, foi uma das melhores coisas que me aconteceram. Nem sempre fomos muito prolíferos, nem sempre fomos politicamente correctos, mas fomos sempre sinceros nas nossas opiniões e nos sentimentos que expressamos. Desejamos permanecer sempre sinceros, e esperamos acima de tudo permanecer gratos a todos os nossos amigos e leitores que nos acompanharam ao longo destes 365 dias.


Se a única oração que um homem fizesse em toda a sua vida fosse apenas dizer "Obrigado", isso seria o suficiente.

Obrigado,

JP

Ao 1º Domingo de Dezembro

Não consigo. Não dá. Já foi à tanto tempo que até perdi a conta. Está a ser dificil, e as noites longas perdidas em filmes e música não ajudaram. Lá se meteu um Gabriel Allon acabado de sair e encosta-se este. Mas boas noticías. Caro Thomas, a tua Montanha Mágica e o teu querido Hans Castorp estão a conseguir cativar-me (eu sei que esta chuva ajuda) e o fim -seja lá o que isso for- está a chegar…

JoãoG

30/11/2010

Sr. José, o melhor tasco do mundo.

Uma das series televisivas que mais gostei de ver foi Cheers que passava na Sic Comédia. Neste bar juntavam-se diariamente um grupo de amigos que falavam das mais variadas coisas, de desporto, politica, música, cinema, sempre num ambiente relaxado, amistoso e com bom humor á mistura.

Nós também temos um Cheers em que nos costumamos juntar, e como o nosso blogue está a fazer este mês um ano de bons posts, não poderia deixar passar em claro o lugar a quem se deve a existência deste espaço.

O café Vilalva mais conhecido como o café do Sr. José, conseguiu ao longo de dois anos juntar-nos quase diariamente. É o único tasco em Santo Tirso em que se pode pedir 1 € de whisky com a mesma facilidade e naturalidade com que se pede uma chávena de chã de cidreira.

Foi neste café onde surgiu a ideia de iniciarmos o blogue, de criar a Associação PISTA (Plataforma Intervenção Tirsense Activa) que já tem sede e já está a trabalhar a 100%, o concerto que vamos realizar no próximo ano com as melhores bandas de roque português, que de mero sonho hoje é já uma realidade, e a mítica viagem que vamos fazer, também no próximo ano num Volvo de 1959 que irá ligar Santo Tirso a Trieste (Santo Tirso; Madrid; Barcelona; Cannes; Génova; Veneza; Trieste).

Se não fosse este lugar e a simpatia e simplicidade deste antigo contrabandista de tabaco da raia do Sabugal nada disto teria surgido, por todas estas razões um muito obrigado Sr. José.

David P

28/11/2010

Die Traumdeutung

Quem me conhece sabe que eu tenho um interesse especial pelo sono e pelo sonho. Em primeiro lugar, gosto de dormir. Muito. Em segundo lugar, sempre tive uma enorme curiosidade pelo mecanismo do sonho. Para um psicanalista, os sonhos e os pesadelos são projecções dos nossos desejos, medos e obsessões, que estão recalcados no inconsciente e que, durante o sono, ascendem ao nível do subconsciente. Devo admitir que concordo em parte com a teoria psicanalítica, pois só assim se explica o facto de eu frequentemente sonhar com um concerto em Santo Tirso que reúna as minhas bandas lusas favoritas: ver aqui e aqui. Explica também que, em noites mais atribuladas, eu tenha um pesadelo recorrente, que vai mais ou menos assim: encontro-me amarrado a uma cadeira, com as pálpebras repuxadas por fita-cola, enquanto são transmitidos numa televisão os directos da "Casa dos Segredos".

Ainda sobre sonhos é o mais recente filme de Christopher Nolan, "A Origem". Este realizador, que já nos habituou a excelentes filmes (ressalto o magnífico "Memento" e "O Terceiro Passo"), regressa com uma película que poderia muito bem ser apelidada de Wachowskiana. A trama é um pouco complexa: num futuro próximo será possível partilhar sonhos e até mesmo construir mundos à nossa medida enquanto dormimos. O grande problema é que esta tecnologia torna os seres humanos vulneráveis a ladrões de pensamentos, ideias, receitas de bacalhau e outros segredos. Estes ladrões, dos quais Leonardo DiCaprio é o catedrático, ganham o seu dinheiro fazendo espionagem industrial até que lhes é proposto que consigam inseminar uma ideia na mente de um herdeiro bilionário. Quanto à moral do filme, resume-se a adverter o espectador para o perigo de preferir os sonhos à realidade. Contudo, algumas excepções impõem-se, pois eu prefiro qualquer sonho a reality shows - e aqui entra, uma vez mais, a "Casa dos Segredos". Mais entretenimento que propriamente cinema "que dá que pensar", o filme vale pelos seus efeitos especiais e por Ellen Page, essa sim, uma actriz de sonho.



Boa noite a todos,

JP

Geração do corneto

Meus amigos como eu tenho saudades do corneto de limão!!

21/11/2010

Il Gattopardo


O Livro


G. Tomasi di Lampedusa apenas escreveu um romance em toda a sua vida. Esse romance relata-nos o período conturbado do Ressurgimento italiano (a unificação da Itália), centrando-se numa família da aristocracia siciliana que vê o seu estatuto ameaçado pela revolução de Garibaldi ."Il Gattopardo" que dá nome ao livro é o cognome de Don Fabrizio, Príncipe de Salina, o patriarca da ilustre família. Este velho "sangue azul" é uma das melhores personagens da história da literatura. Capaz tanto de demonstrar a maior das sensibilidades, como de ser tão obstinado como um verdadeiro siciliano, o Leopardo não deixa ninguém indiferente. De gostos simultaneamente intelectuais - a astronomia; e rústicos - a caça; Don Fabrizzio é um homem ecléctico. Intenso, tanto nas suas suas virtudes como nos seus defeitos e deliciosamente anacrónico - como um daguerrótipo ou uma relíquia poeirenta que ainda conserva o brilho da sua glória passada. Para além da intensidade do seu carácter, a firmeza da sua identidade também mexe com o leitor. Face às transformações da sociedade, o Príncipe mantém-se fiel ao legado da sua família, chegando a recusar um lugar de destaque no Governo da nova Itália para não trair a sua anterior afiliação com a casa de Bourbon e com o Reino das Duas Sicílias. Neste livro singular, Lampedusa aborda temas como fim do antigo sistema de classes, a democracia , a tradição e erosão moral. Ao longo do texto somos ainda confrontados com o choque entre a nobreza em decadência e a burguesia em ascensão, entre a nostalgia de Don Fabrizzio e o fulgor do seu sobrinho revolucionário, Don Tancredi. Para além destes, Lampedusa criou um rol de personagens inesquecíveis, das quais destaco Angélica: uma deusa de olhos verdes que suscita a mais arrebatadora das paixões no coração de Tancredi e no de seu tio, Don Fabrizio.

Lampedusa apenas escreveu um romance em toda a sua vida. Foi o suficiente.

O Filme

Em 1963, Luchino Visconti apresentou ao mundo a sua adaptação ao cinema de "Il Gattopardo". O carismático Don Fabrizio foi interpretado por um não menos carismático Burt Lancastar. O filme teve ainda a participação de Alain Delon, no papel de Don Tancredi, e da belíssima Claudia Cardinale no papel de Angelica. O filme faz justiça ao livro. Para a história fica a cena do baile, um expoente hipnótico de elegância.

Visconti realizou vinte filmes em toda a sua vida. Foram os suficientes.




JP

16/11/2010

Música para o frio.

Com a chegada do inverno não precisamos só de cachecóis e casacos para nos proteger do frio. Esta é daquelas músicas que nos aquece por dentro e nos faz sentir bem depois de um dia inteiro a trabalhar.




David

13/11/2010

Postal Abrupto, nº 2

Sôbolos rios que vão
por Babilónia, me achei,
Onde sentado chorei
as lembranças de Sião
e quanto nela passei.
Ali, o rio corrente
de meus olhos foi manado,
e, tudo bem comparado,
Babilónia ao mal presente,
Sião ao tempo passado.

"Redondilhas de Babel e Sião" por Luís Vaz de Camões

07/11/2010

A Drave

Perdida num vale esquecido, numa serra pouco conhecida, num antigo império. Foi exílio de indigentes, abrigo de contrabandistas e refúgio de pastores. A Drave, freguesia remota e abandonada do concelho de Arouca, tem uma beleza desoladora. Não tem estradas asfaltadas, nem luz eléctrica, nem aquecimento central, mas nela há um fogo que não se apaga. Os portadores da chama vêm aos fins-de-semana; e há algo deles que fica lá para sempre.



Foto da Daniela


JP

Postal Abrupto, nº 1

Clay lies still, but blood's a rover;
Breath's a ware that will not keep.
Up, lad; when the journey's over
There'll be time enough for sleep

"Reveille" por A.E. Housman

02/11/2010

Nostalgia Precoce

Ontem à noite, enquanto via o "Scott Pilgrim contra o Mundo", tive um acesso de nostalgia. Estranhamente, senti que os últimos 5 anos passaram num bater de coração. Imagens difusas, como o baile de finalistas, o primeiro dia na universidade, as noites da Queima das Fitas... Tudo isto se iluminou na minha memória. Gostaria de reviver alguns destes momentos, mas sei que já não teriam o mesmo gosto. Ficaram as fotos, as músicas, as palavras escritas e ditas, os suspeitos do costume que me acompanharam durante este caminho. Apuro os sentidos, levanto a cabeça: o presente e o futuro são um desafio.


JP

Lisbon-Porto-Noite

The Walkmen. eles vem cá, que é como quem diz, vem cá a Portugal, vão lá a Lisboa. Pena. Deviam vir ao norte, porque a música deles deve ser brindada com Super Bock e vinho do Porto. A voz é cantada triste como o tempo que cá - no Norte- se faz sentir. As noites parecem mais escuras e o frio veio para ficar. Ontem, em conversa com os suspeitos do costume, falava do livro do Murakani que li (AfterDark). Dizia eu, que era um livro sobre a noite e sobre a solidão.
Um bom Novembro a todos.


JoãoG